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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Mafalda Veiga


Mafalda Veiga (Lisboa, 24 de Dezembro de 1965) é uma cantora portuguesa.Índice

Biografia
Viveu no Alentejo até 1974, ano em que se muda para Espanha, onde escreve sua primeira canção, Velho, em 1983.
No ano seguinte regressa a Portugal e entra para a Faculdade de Letras em Lisboa, para o curso de Línguas e Literaturas Modernas, ao mesmo tempo que alcança o triunfo no Festival da Canção da cidade de Silves com a canção "Velho".

Em 1987 dá início a sua carreira discográfica com o álbum "Pássaros do Sul", produzido por Manuel Faria (membro do grupo Trovante), que incluiu singles como “Planície” e “Restolho”. Um ano depois, Mafalda reapareceu com o álbum “Cantar”, contando com a mesma produção.

Nos quatro anos seguintes, Mafalda Veiga cantou um pouco por todo o país, tendo sido convidada em 1991 para participar nos derradeiros espectáculos dos Trovante, em Sagres e nos Coliseus de Lisboa e Porto.

Em 1992 regressou aos estúdios para gravar “Nada se Repete”, novamente produzido por Manuel Faria e co-produzido por Amândio Bastos, contando com a participação especial de Luís Represas que, para além da autoria de uma letra, gravou em dueto o tema “Fragilidade”.
Mafalda Veiga apresentou este disco em dois espectáculos no Teatro São Luiz, em Lisboa.

Em 1993 e 1994, além de realizar concertos por todo o país, esteve também por duas vezes em Cabo Verde, e em Macau no Teatro D. Pedro V.

Em 1996, surge o álbum “A Cor da Fogueira”, com uma nova musicalidade e produção a cargo de José Sarmento, do qual o maior sucesso foi a canção “O Lume”.

Em 1999 é editado “Tatuagem”, marcando a entrada da cantora no selo Popular, da Valentim de Carvalho. A produção ficou a cargo de Manuel Paulo Felgueiras, membro do grupo Ala dos Namorados.
Deste álbum, destacam-se os temas “Tatuagens”, em dueto com Jorge Palma, "Cada Lugar Teu", "Um Pouco de Céu", "Uma Noite Para Comemorar" e ainda os temas “No Rasto do Sol” e "Gente Perdida", que viriam alguns anos depois a fazer parte de bandas sonoras de novelas da Rede Globo.

Mafalda Veiga apresentou “Tatuagem” em três concertos esgotados no grande auditório do CCB e no Rivoli do Porto. Destes concertos resultou o álbum “Mafalda Veiga ao Vivo”, disco de platina.

A 10 de Dezembro de 1999 nasce seu filho Tomás, fruto do seu casamento com o engenheiro António Cordovil.

O ano de 2000 terminou com a composição de quatro temas originais para a novela “Olhos de Água”, transmitida pela TVI.

Em 2002, o tema “No Rasto do Sol” é escolhido para integrar a banda sonora de uma novela da Rede Globo, intitulada Sabor da Paixão. Em Janeiro de 2003, Mafalda é convidada a deslocar-se ao Rio de Janeiro para participar em dois episódios da novela, interpretando ao vivo algumas das suas canções.

Em Março de 2003 surge o sétimo disco da carreira de Mafalda Veiga, “Na Alma e Na Pele”. Este trabalho conta com a produção do ex-baixista dos Silence 4, Rui Costa. O álbum é constituido por onze canções originais onde se destacam o single de apresentação, “Uma Gota”, e o tema “Cúmplices” dedicado ao Clube de Fãs e conta também com uma faixa interactiva. Neste ano foram realizados espectáculos por todo o país que culminaram com dois concertos esgotados no Coliseu dos Recreios em Lisboa.

No âmbito das Festas da Cidade para o Euro 2004, Mafalda teve, finalmente, o prazer e a honra de fazer a primeira parte do concerto de Suzanne Vega - lugar com que sonhara mas que fora ocupado em 1991 pela sublime Pilar Homem de Melo - tendo sido muito calorosamente recebida pelas mais de quinze mil pessoas que assistiram ao seu concerto e cantaram com ela a maior parte das suas canções.

O ano de 2003 termina com a edição do DVD, do segundo concerto realizado no Coliseu dos Recreios de Lisboa, a 5 de Outubro de 2003.
Também em Dezembro, a Quasi Edições lança o primeiro Songbook de Mafalda Veiga, reunindo as letras e cifras de 16 canções escolhidas de cada um dos seus discos.

Em Junho de 2004, a TV Globo voltou a integrar uma canção de Mafalda Veiga (“Gente perdida”, do disco “Tatuagem” ) na banda sonora de uma nova novela, Senhora do Destino.

Em 2005, é editado também pela Quasi Edições, o seu primeiro conto infantil “O carocho pirilampo que tinha medo de voar”, integrado na colecção “Tempo dos mais novos”, feita em parceria com o Jornal de Notícias.

No dia20 de Outubro de 2005, Mafalda Veiga recebe o Prémio Carreira Prestígio da Rádio Central FM de Leiria.

Em 2006, Mafalda Veiga se afastou um pouco dos palcos, dedicando-se essencialmente à composição e preparação do seu próximo disco de originais.

Em 2008 foi publicado pela editora Valentim de Carvalho o álbum Chão.

Discografia
1987 - Pássaros do Sul
1990 - Cantar
1992 - Nada se Repete
1996 - A Cor da Fogueira
1999 - Tatuagem
2000 - Ao Vivo
2003 - Na Alma e na Pele,
2004 - Coliseu, 5 de Outubro de 2003 (DVD)
2006 - Lado a lado, com João Pedro Pais
2008 - Chão

in www.wikipedia.pt

terça-feira, 19 de maio de 2009

Dias 30 e 31 no Porto - Baile popular, feira da ladra e circo em Serralves



Este ano, o Serralves em Festa faz parte de uma celebração ainda maior: os 20 anos da Fundação e os dez anos do Museu de Arte Contemporânea.

O duplo aniversário será assinalado com a primeira grande exposição daquilo que Serralves tem vindo a coleccionar durante estes dez anos e define-se como o ponto alto da 6ª edição da festa de arte contemporânea: a "coincidência temporal" entre os dois momentos - o acervo irá ocupar a área expositiva completa do museu a partir de 29 de Maio e o festival instala-se no fim-de-semana de 30 e 31 - é a "grande novidade" do evento que enche todas as artérias de Serralves com mais de 80 actividades, cerca de 400 artistas e 200 momentos de apresentação em 40 horas non-stop, disse ontem João Fernandes, director do Museu de Serralves.
Esta concordância não deixa de ser um passo estratégico da instituição, no sentido de reforçar um dos objectivos centrais do Serralves em Festa: apagar a barreira entre a cultura de massas e a cultura de elite. "Ver a exposição no contexto de uma festa significa que queremos pôr o nosso património à disposição do maior número possível de públicos", afirmou António Gomes de Pinho, presidente da fundação. Os visitantes poderão ver obras de cerca de 200 artistas, portugueses e estrangeiros (à volta de metade daqueles que são representados por Serralves), de "várias gerações" e de diferentes "contextos culturais", apontou João Fernandes.

A realização, no sábado, de um "grande baile popular" é outro dos novos instrumentos da direcção de Serralves para conquistar um público mais diversificado. Segundo João Fernandes, "trata-se de uma iniciativa eminentemente popular de congregação de toda a população da Área Metropolitana do Porto".
O director do museu não quis fazer estimativas do público deste ano, pois acaba sempre por "ultrapassar o previsto". Mas não deixou de dizer que espera que o número de visitantes da edição passada (80 mil) cresça.

A programação deste ano segue a mesma estrutura - cruzamento de música, performance, dança, teatro, circo, cinema, oficinas e exposições orientadas -, mas apresenta "highlights muito importantes", considera António Gomes de Pinho.
Um dos destaques desta edição é a estreia em Portugal do Circo da Tunísia, com um espectáculo que evoca a identidade de uma população migrante através de um jogo de acrobacias cantadas.
Na música, o Serralves em Festa terá como cabeça de cartaz os já anunciados A Certain Ratio, o primeiro grupo que gravou para a Factory Records e que explorou a aliança entre as tonalidades funk, dance e latino sob o signo do pós-punk. Os ingleses são responsáveis pela festa de encerramento, marcada também pela presença do experimentalista Dan Deacon e dos DJ's Metro Area.
O folk frágil de laivos psicadélicos da singer-songwritter americana Josephine Foster e a homenagem da Orquestra Jazz de Matosinhos ao trompetista Thad Jones e ao baterista Mel Lewis são algumas das novidades musicais do festival.

Na área das artes performativas, o Serralves em Festa aposta em trazer três coreografias da Companhia Instável e a nova criação de Joana Providência, Bichos, uma interpretação das narrativas de Miguel Torga em formato de teatro de rua. Já as propostas de cinema irão privilegiar as experiências dos novos criadores do Porto. No âmbito do concurso de projectos artísticos, Manuela São Simão e Joana Mateus irão montar uma orquestra, a Maj Hora FM, em que a dinâmica do som está a cargo de cem rádios. Este ano, o evento recebe também uma feira da ladra alternativa.

in www.publico.pt

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Pintora Maria Keil distinguida com galardão da Academia Nacional de Belas Artes - A Academia Nacional de Belas Artes (ANBA) distinguiu ontem a pintora




A Academia Nacional de Belas Artes (ANBA) distinguiu ontem a pintora Maria Keil, 94 anos, com o Grande Prémio Aquisição/2009.

A Academia afirmou em comunicado que a pintora "tem atingido a maior repercussão nacional e internacional" e realça que desde a segunda metade do século XX se tem destacado "nas mais diferentes áreas da criação artística e da intervenção cultural e cívica".

O presidente da ANBA, António Valdemar, sublinhou à Lusa que Maria Keil, autora de vários painéis públicos na avenida Infante Santo em Lisboa, ou de algumas estações do Metropolitano, "é uma das maiores artistas portuguesas e continua a ser um exemplo notável de lucidez, vigor e sensibilidade".

A decisão foi tomada por unanimidade por um júri constituído por António Valdemar, Manuel Reis Santos e António Marques Miguel, respectivamente presidente, vice-presidente e secretário-geral da ANBA, e ainda pelos académicos efectivos José Augusto França, Joaquim Correia, António Inverno e Luís Filipe de Abreu.

O galardão, instituído na década de 1980, distingue anualmente, de forma rotativa, uma figura com obra representativa na pintura, na escultura e na arquitectura.

Júlio Resende, Júlio Pomar, Alice Jorge, Sá Nogueira, Luís Filipe de Abreu e Manuel Reys Santos são alguns dos artistas que já receberam este galardão.

"Maria Keil tem um lugar muito representativo no panorama português do século XX da pintura, do desenho, da cerâmica, da ilustração e design do livro e até da filatelia", disse à Lusa António Valdemar.

"Maria Keil afirmou-se nos anos 1930, na sequência da II Exposição dos Independentes realizada na SNBA, e cedo ganhou, entre os artistas plásticos da sua geração, um estilo muito próprio, na interpretação da figura humana e da própria paisagem", explicou Valdemar.

O presidente da ANBA referiu ainda ser Maria Keil "a última aluna viva de Veloso Salgado", pintor representado em vários museus nacionais, autor de várias telas da Assembleia da República, e mestre, entre outras figuras do modernismo, de Eduardo Viana.

Em declarações à Lusa, António Valdemar acrescentou: "Com 95 anos - a completar no próximo mês de Julho - Maria Keil continua a trabalhar, a conviver com os amigos, a sair à rua, sozinha, desde a sua residência no Restelo até ao seu atelier, no 3º andar de um prédio do Príncipe Real, com uma fascinante vista para o Tejo".

Maria Keil era casada com o arquitecto Francisco Keil do Amaral, falecido em 1975.

in www.publico.pt