sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Retrato de uma mulher vítima de violência doméstica



Esta imagem representa uma mulher na casa dos 30 anos e que é vítima de violência doméstica.
Por razões de alguma confidencialidade decidi chamar-lhe "Maria".
Maria tem 36 anos, é casada, tem três filhos, duas filhas com onze anos e um rapaz com 8 anos.
Está casada há doze anos, trabalha numa empresa do ramo das telecomunicações, onde é secretária.
Desde que soube que estava grávida, o seu marido tornou-se muito violento e já a ameaçou com agressões físicas e ele já lhe disse que não está para aturar uma "menina da mamã" qualquer.
Ela bem queria denunciar esta situação à polícia, mas o "brutamontes" do marido não quer que ela o denuncie, porque ele afirma que ela é muito útil, já que no ponto de vista do seu marido, que é um perfeito "mascista", as mulheres não deveriam trabalhar fora, mas sim fazer todas as tarefas domésticas que há para fazer em casa, como por exemplo, lavar as casas de banho, fazer as camas, entre outras tarefas domésticas.
Como é que existem ainda situações destas, no ínicio do novo milénio?
Maria, como já não aguentava mais esta situação, e juntamente com mais algumas amigas, foi denunciar o seu marido.
Lá na polícia, os agentes verificaram como a situação de Maria era gravíssima.
O marido de Maria foi para uma clínica de reabilitação onde foi internado e sujeito a um tratamento de choque.
Ele recuperou e está menos violento, pois ele agora diz que é um "homem novo".
Há uma semana atrás encontrei a Maria e o seu marido numa explanada da Marina de Cascais e ela disse que está muito feliz, porque sabe que o que aconteceu foi apenas o resultado de uma fase má da vida do seu marido, pois ele tornou-se agressivo devido ao despedimento...
Agora, Maria, o seu marido e filhos são muito felizes.

Mamma Mia - The Movie


Um video sobre o filme.

Carta de Amor a Roxane



Vossos olhos são como duas safiras que incendeiam a chama da paixão que existe dentro de mim, vossos cabelos de ouro lembram-me o sol da Primavera que ilumina toda a vossa beleza.
Vós, que me encantais com toda a vossa beleza, lembrais-me a lua cor de prata que ilumina toda a minha paixão por vós e que me faz sonhar convosco quando me deito.
Vossos lábios são como rubis dos mais vermelhos que existem na natureza, vossos dentes são como as mais puras pérolas que existem em todo o universo e que fazem apaixonar um homem como eu por vós.
Porque é que eu, um simples mosqueteiro, se foi apaixonar por vós, uma jovem preciosa, exigente e galante?
Só vós meu amor, sabeis a resposta a esta questão que é muito pertinente para nós dois.
Vós sois o quartzo hialino mais puro que tem uma grande eternidade, coragem e saúde que não deixa o meu pobre espírito em paz.
Se me amais, vinde ter comigo por volta da meia-noite no largo principal desta modesta cidade.

Sempre vosso, Christian

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Namoro



Quando João chegou à praceta da esquina e viu Margarida a acender um cigarro, pensou que seria o primeiro cigarro de Margarida.
Levado pela curiosidade, que era mais que muita, resolveu-lhe perguntar se era o primeiro cigarro que ela estaria a fumar, ela respondeu-lhe que o seu primeiro cigarro tinha sido fumado na companhia das suas amigas que eram a Lili, a Babicha, a Dadinha, a Carlota e a Ana Teresa.
Quando João ouviu o que ela disse ficou chocadíssimo e advertiu-a que fumar fazia mal e provocava cancro do pulmão, ela disse que sabia o que estava a fazer e que não tinha que ouvir os conselhos das outras pessoas, especialmente o de um rapaz qualquer, que ela tinha conhecido num acampamento de Verão.
Passados cinco anos, depois desse primeiro encontro, eles encontraram-se de novo na faculdade em que ambos andavam. João e Margarida já iam para o 2º ano de Direito, porque Margarida queria ser Advogada e João queria ser Juíz.
Depois de algum tempo começaram a namorar, acabaram o curso e, finalmente, depois de 5 anos de namoro, casaram-se. Foram passar a lua-de-mel às Caraíbas.
Aos 25 anos, Margarida seria mãe das gémeas Beatriz e Constança e passados três anos foi mãe de Henrique, o menino bonito da escola.
Depois o tempo passa, os filhos vão crescendo e aos 39 anos é mãe de Vasco, o menino traquinas da escola.
João, esse, agora é presidente de uma grande empresa de distribuição alimentar "Hipermercados Sol de Inverno".

Florbela Espanca





Florbela Espanca
Nascimento: 1894 - Vila Viçosa
Morte: 1930
Época: Simbolismo
País: Portugal

Poetisa portuguesa, natural de Vila Viçosa (Alentejo).
Nasceu filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, criada de servir (como se dizia na época), que morreu com apenas 36 anos, «de uma doença que ninguém entendeu», mas que veio designada na certidão de óbito como nevrose. Registada como filha de pai incógnito, foi todavia educada pelo pai e pela madrasta, Mariana Espanca, em Vila Viçosa, tal como seu irmão de sangue, Apeles Espanca, nascido em 1897 e registado da mesma maneira. Note-se como curiosidade que o pai, que sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa, por altura da inauguração do seu busto, em Évora, e por insistência de um grupo de florbelianos, a perfilhou.
Estudou no liceu de Évora, mas só depois do seu casamento (1913) com Alberto Moutinho concluiu, em 1917, a secção de Letras do Curso dos Liceus.
Em Outubro desse mesmo ano matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que passou a frequentar.
Na capital, contactou com outros poetas da época e com o grupo de mulheres escritoras que então procurava impor-se. Colaborou em jornais e revistas, entre os quais o Portugal Feminino. Em 1919, quando frequentava o terceiro ano de Direito, publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas.
Em 1921, divorciou-se de Alberto Moutinho, de quem vivia separada havia alguns anos, e voltou a casar, no Porto, com o oficial de artilharia António Guimarães.
Nesse ano também o seu pai se divorciou, para casar, no ano seguinte, com Henriqueta Almeida. Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade.
Em 1925, Florbela casou-se, pela terceira vez, com o médico Mário Laje, em Matosinhos.
Os casamentos falhados, assim como as desilusões amorosas, em geral, e a morte do irmão, Apeles Espanca (a quem Florbela estava ligada por fortes laços afectivos), num acidente com o avião que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e obra.
Em Dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica, Florbela morreu em Matosinhos, tendo sido apresentada como causa da morte, oficialmente, um «edema pulmonar».
Postumamente foram publicadas as obras Charneca em Flor (1930), Cartas de Florbela Espanca, por Guido Battelli (1930), Juvenília (1930), As Marcas do Destino (1931, contos), Cartas de Florbela Espanca, por Azinhal Botelho e José Emídio Amaro (1949) e Diário do Último Ano Seguido De Um Poema Sem Título, com prefácio de Natália Correia (1981).
O livro de contos Dominó Preto ou Dominó Negro, várias vezes anunciado (1931, 1967), seria publicado em 1982.
A poesia de Florbela caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito.
A veemência passional da sua linguagem, marcadamente pessoal, centrada nas suas próprias frustrações e anseios, é de um sensualismo muitas vezes erótico. Simultaneamente, a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas, transbordando a convulsão interior da poetisa para a natureza.
Florbela Espanca não se ligou claramente a qualquer movimento literário.
Está mais perto do neo-romantismo e de certos poetas de fim-de-século, portugueses e estrangeiros, que da revolução dos modernistas, a que foi alheia.
Pelo carácter confessional, sentimental, da sua poesia, segue a linha de António Nobre, facto reconhecido pela poetisa. Por outro lado, a técnica do soneto, que a celebrizou, é, sobretudo, influência de Antero de Quental e, mais longinquamente, de Camões.

Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina (em que alguns críticos encontram dom-joanismo no feminino).
A sua poesia, mesmo pecando por vezes por algum convencionalismo, tem suscitado interesse contínuo de leitores e investigadores.
É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.



informação retirada de - www.astormentas.com

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Monólgo do Conde Iano


O texto que se segue é um monólogo que fiz no âmbito da disciplina de Português e relacionava-se com uma das temáticas do programa.

Como sou um idiota!!!
Como poderei matar a minha querida esposa que é a mulher que mais amo e que sempre vou amar para o resto da minha vida.
Nunca casarei com uma mulher que nunca vi em toda a minha vida, ainda por cima o povo diz que a Infanta só quer casar comigo po causa das minhas riquezas, terras e gado.
Também já me vieram dizer que a Infanta poderá fazer tudo o que ela quiser, até mesmo matar minha querida esposa, por isso NUNCA
casarei com alguém que só quer casar comigo por causa das minhas riquezas e da minha fama como cavaleiro.
Porquê casar com alguém que nunca vi? Mas matar a minha querida mulher nunca o FAREI! Porquê matar uma inocente? É um pecado que Deus nunca me vai perdoar, mas se não fizer El-Rei poderá matar-me por não ter cumprido a promessa que lhe fiz.
Mas certamente não tenho coragem de matar a mulher que amo, desde que me lembro de a conhecer, só sei que sinto um sentimento que me faz fazer coisas que nunca pensava sentir em toda a minha vida.
Por isso já sei o que vou fazer. Pedirei a Merlim, que é o feiticeiro da zona, que me faça uma poção à base de Amoras, Rosmaninho, Cidereira e Alfazema, entre outras ervas, e hoje, por volta da hora da ceia, Merlim transformar-se-à numa bonita criada de nome Filipa que vai pô-la no vinho de suas realezas, para adormecerem durante muito e muito tempo.
E assim foi, durante doze longos anos, o Conde, a Condessa e o filho de ambos viveram muito felizes. Quando El Rei e a aleivosa da Infanta acordaram, houve uma doença no reino que era muito estranha e provocava a morte depois de muitas semanas, ou até meses de sofrimento. Uma das primeiras mortes foi a da maldosa Infanta.
Passadas algumas semanas, o Conde Iano adoece com os mesmos sintomas e pede ao seu filho Vasco para ir a casa de Merlim, para ver se este lhe dava umas ervas que pudessem salvar a vida do Conde. Quando o filho do Conde chegou ao paço onde moravam já era tarde de mais, já seu pai jazia quase sem sentidos.
Quando estava prestes a partir para o o mundo dos mortos, dá uma carta à Condessa que continha os seguintes versos:

"Amor um mal, que mata e não se vê.
Que dias há na alma me tem posto um não sei quê que nasce não sei onde.
Vem não sei como, e dói não sei porquê"
"Quem disser que se pode amar alguém durante a vida inteira é porque mente!"


E assim o conde parte para o Reino dos Céus depois de muitos anos de sofrimento.
Primeiro estava dividido entre matar, ou não, a mulher, segundo pensou se o que fez à Infanta e ao Rei estava correcto e, finalmente, o grande sofrimento que passou depois de quatro meses de enfermidade.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008