terça-feira, 7 de julho de 2009

Bring Me To Life -Evanescence




Composição: Amy Lee / Ben Moody / David Hodges

How can you see into my eyes like open doors
Leading you down into my core
Where I've become so numb without a soul
My spirit sleeping somewhere cold
Until you find it there and lead it back home

(Wake me up) Wake me up inside
(I can't wake up) Wake me up inside
(Save me) Call my name and save me from the dark
(Wake me up) Bid my blood to run
(I can't wake up) Before I come undone
(Save me) Save me from the nothing I've become

Now that I know what I'm without
You can't just leave me
Breathe into me and make me real
Bring me to life

(Wake me up) Wake me up inside
(I can't wake up) Wake me up inside
(Save me) Call my name and save me from the dark
(Wake me up) Bid my blood to run
(I can't wake up) Before I come undone
(Save me) Save me from the nothing I've become

Bring me to life
I've been living a lie. There's nothing inside
Bring me to life

Frozen inside without your touch without your love
Darling only you are the life among the dead

All of this time I can't believe I couldn't see
Kept in the dark but you were there in front of me
I've been sleeping a thousand years it seems
Got to open my eyes to everything
Without a thought without a voice without a soul
Don't let me die here there must be something more
Bring me to life

(Wake me up) Wake me up inside
(I can't wake up) Wake me up inside
(Save me) Call my name and save me from the dark
(Wake me up) Bid my blood to run
(I can't wake up) Before I come undone
(Save me) Save me from the nothing I've become

Bring me to life
I've been living a lie. There's nothing inside
Bring me to life

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Vila Franca de Xira - Dois feridos na Festa do Colete Encarnado



Centenas de aficcionados encheram esta manhã as bancadas da Praça de Toiros de Vila Franca de Xira e as ruas da cidade para assistir à última largada de toiros da 77ª edição da Festa do Colete Encarnado.
Durante a largada, houve dois feridos que, de imediato, foram assistidos pelos bombeiros locais. O segundo ferido pelo toiro, que não o largou durante cerca de dez segundos, foi transportado para o Hospital de Vila Franca de Xira. As cornadas que levou do toiro não o fizeram perder o espírito de festa. Levantou-se sorridente e acompanhou os bombeiros com um ar descontraído e animado.
Nas bancadas, os que assistiam não desviavam os olhos do toiro, admirando a coragem daqueles que encaram frente-a-frente um animal com quase 500 quilos.
Graciano Fernandes, de 49 anos não perde as largadas de toiros da Festa do Colete Vermelho. “Costumo vir sempre. Gosto deste ambiente, da adrenalina que se vive”, disse ao CM. Para Sílvia Oliveira, este é um momento de festa único na cidade. “Venho cá desde pequena, é uma tradição, é algo que já está no sangue”, afirmou a ribatejana de 29 anos.
Depois da largada de toiros, a festa continua durante a tarde com um espectáculo de folclore e com a ‘Maratona Cycling do Colete Encarnado’. À noite, a cantora Ana Moura encerra o programa de festas com um espectáculo de fado.

Urânia Cardoso

in wwww.corrreiomanha.pt

Ribatejo: 77.ª edição do Colete Encarnado - Festa leva cem mil a Vila Franca



A 77ª edição da Festa do Colete Encarnado levou ontem milhares de pessoas a Vila Franca de Xira. O desfile de campinos e atrelagens pelas ruas da cidade e a largada de toiros constituíram os momentos altos do dia.
Antes, o campino António Verdasca Júnior, de 80 anos, foi alvo da tradicional Homenagem ao Campino no largo da câmara, depois de ter sido escolhido pelos seus pares.
"Foi uma boa escolha, este é um dia inesquecível", disse ao CM, bem-disposto, em cima do cavalo, enquanto desfilava pelas ruas. Mais atrás vinha o campino mais jovem do desfile, Ruben Soares, de apenas sete anos.
As típicas tertúlias de Vila Franca também desfilaram. Da tertúlia Rambóia, aos Amigos do Dedal e do Tinto, cada grupo envergava t-shirts identificativas e, com muita cerveja à mistura, animaram a festa. Com o aproximar da hora da largada de toiros, a ansiedade aumentava entre o grupo Vilafrancasempre.com. "Somos recortadores de touros, gostamos de brincar e vamos muito para festas em Espanha", contou Ricardo Catita, que ainda sente na pele as cornadas que levou em Zamora. Quando a largada começou, Ricardo lá andou com uma manta a tourear um animal com quase 500 kg. Apesar de algumas quedas, ninguém se magoou com gravidade. A noite de ontem teve ainda sardinhada. A autarquia estima cem mil pessoas nos três dias da festa que hoje termina.

Bernardo Esteves

in www.correiomanha.pt

sábado, 4 de julho de 2009

Pianista zangada com autoridades governamentais - Maria João Pires renuncia à nacionalidade portuguesa


A pianista Maria João Pires vai renunciar à nacionalidade portuguesa, tornando-se aos 65 anos cidadã brasileira. A notícia é avançada pela Antena 2 da RDP, que adianta que a pianista se fartou “dos coices e pontapés que tem recebido do Governo português".

Decepcionada com o modo como tem sido tratada a nível governamental, sobretudo no seu projecto de ensino artístico de Belgais (Castelo Branco), Maria João Pires, que tinha dupla nacionalidade, decidiu agora ficar apenas com a brasileira.

Em Junho de 2006, Maria João Pires abandonou o Projecto Educativo de Belgais, que desenvolveu no concelho de Castelo Branco, e decidiu ir viver para o Brasil, onde pediu autorização de residência. A pianista está a viver em Salvador, no Estado da Bahia, e vai dedicar-se à hotelaria.

A decisão de renunciar à cidadania portuguesa foi revelada ontem pessoalmente pela pianista ao jornalista da Antena 2 Paulo Alves Guerra, numa conversa que os dois tiveram num centro comercial de Lisboa.

“Encontrei-a casualmente no Centro Comercial das Amoreiras. Maria João Pires andava às compras e ao ver-me acenou-me. Fui ter com ela e no desenrolar da conversa disse-me que ia renunciar à cidadania portuguesa”, relatou ao PÚBLICO o jornalista.

Paulo Alves Guerra advertiu-a de que estava a falar com um jornalista, ao que ela respondeu que podia utilizar a informação como quisesse. Só não permitiu que as suas declarações fossem gravadas.

Maria João Pires não pretenderá fazer mais declarações em Portugal. Daqui para a frente a sua vida vai passar a ser feita entre Portugal, Suíça e Brasil.

A pianista tem recebido telefonemas de vários organismos governamentais de Espanha e do Brasil a convidarem-na para se instalar definitivamente nesses países, mas o convite feito pelas autoridades brasileiras terá sido muito sedutor, levando a pianista a optar por se mudar de armas e bagagens para o outro lado do Atlântico.

Nascida a 23 de Julho de 1944, Maria João Pires aprendeu muito cedo a tocar piano: aos cinco anos deu o seu primeiro recital e aos sete anos tocou publicamente concertos de Mozart.

Com nove anos recebeu o prémio da Juventude Musical. Torna-se reconhecida internacionalmente ao vencer o concurso internacional do bicentenário de Beethoven, em 1970, realizado em Bruxelas.

Maria João Pires renunciou à cidadania portuguesa mas não aos concertos em Portugal, estando igualmente a preparar um novo disco.

in www.publico.pt

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Anjos de Charlie


Charlie's Angels (Anjos de Charlie em Portugal e As Panteras no Brasil) é uma série de TV norte-americana produzida por Aaron Spelling e Leonard Goldberg para a Rede ABC, levada ao ar em cinco temporadas de 1976 a 1981. Foi criada por Spelling, Goldberg, Ivan Coff e Ben Roberts e possui 115 episódios no total.


Trama
A série traz três belas, corajosas e inteligentes mulheres que trabalham na Agência de Detetives Charles Townsend, comandada pelo misterioso chefe que jamais aparece, apenas passa as orientações por meio de um viva-voz.
O seu homem de confiança, John Bosley, é quem trata pessoalmente com as raparigas, de nomes Sabrina Duncan, Kelly Garrett e Jill Munroe.


Elenco

Kate Jackson - Sabrina Duncan (as três primeiras temporadas)
Jaclyn Smith - Kelly Garrett (as cinco temporadas)
Farrah Fawcett - Jill Munroe (apenas a primeira temporada)
David Doyle - John Bosley
Cheryl Ladd - Kris Munroe (da segunda temporada em diante)
Shelley Hack - Tiffany Welles (apenas a quarta temporada)
Tanya Roberts - Julie Rogers (em substituição a Shelley, até o fim da série)
John Forsythe - Charlie Townsend (apenas a voz do ator)

Episódios
O guia de episódios completo da série pode ser encontrado aqui.


Curiosidades
O misterioso chefe das Panteras, Charlie Townsend, atravessou as cinco temporadas da série sem aparecer, revelando-se para as detectives e para o público apenas no último episódio.
Era o actor John Forsythe, que depois interpretaria o principal personagem da série Dinastia (Dinasty), concorrente de Dallas.
A actriz Farrah Fawcett, na época casada com Lee Majors, estrela da série "O Homem de Seis Milhões de Dólares" (também conhecida no Brasil pelo título Cyborg), abandonou As Panteras ao final da primeira temporada, rompendo o contracto.
Foi então inserida na trama uma irmã de Jill Munroe, Kris, vivida pela cantora Cheryl Ladd, que estreava como actriz. Posteriormente, Farrah faria participações em alguns episódios da série, mas como convidada.
Já Kate Jackson, ressentida pelo facto do seu contrato com a série tê-la feito perder o papel de Joanna Kramer para Meryl Streep no filme Kramer Versus Kramer - que ganharia o Oscar de 1979 nas categorias de filme, actor (para Dustin Hoffman), actriz secundária (para Meryl) e actor secundário (Justin Henry), além do guião adaptado -, resolveu sair ao final da terceira temporada.
Na quarta, entrou no lugar de Sabrina Duncan a detetive Tiffany Welles, vivida por Shelley Hack. Mas o desempenho de Shelley não agradou e, poucos episódios depois entrou, em seu lugar a atriz Tanya Roberts como Julie Rogers, permanecendo até o final ao lado de Cheryl e Jaclyn Smith (Kelly Garrett), a única Pantera a participar de toda a série.
No Brasil, a série foi exibida primeiro pela Rede Globo, em faixas como Quarta Nobre, e depois, já em reprise, na Sessão Aventura, no horário da tarde. Ainda, no início dos anos 90 foi exibida pela TV Gazeta. Depois de mais de dez anos fora da TV aberta brasileira, As Panteras retornaria em 2004 através da Rede 21 (que fazia a chamada como "o cérebro, o corpo e o cabelo", ao mostrar cenas do trio original. "O cabelo", obviamente, se referia a Farrah). Nesse meio tempo, durante os anos 90 a série foi apresentada no Brasil pelo canal por assinatura Fox. Atualmente a serie pode ser assistida no canal por assinatura TCM.
Em Portugal, a série foi transmitida pela RTP1, nos inícios da década de 1980. Presentemente (Junho de 2009) encontra-se em reposição, no canal por assinatura RTP Memória.
No ano 2000, foi lançado o filme As Panteras, trazendo as atrizes Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu na pele das detetives e Bill Murray como Bosley. Mais uma vez, John Forsythe dava voz a Charlie. três anos depois, chegou aos cinemas uma seqüência com participação de Demi Moore e do brasileiro Rodrigo Santoro.
A série serviu de inspiração para 2 desenhos animados: O primeiro, ainda na década de 70 foi Teens Angels and Capitain Caverman, no Brasil conhecido como Capitão Caverna e as Panterinhas, produzido pela Hanna Barbera. O segundo, é o desenho franco-americano da Marathon, Três Espiãs Demais.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Pina Baush



Philippine Bausch, mais conhecida como Pina Bausch (Solingen, 27 de julho de 1940 — Wuppertal, 30 de Junho de 2009), foi uma coreógrafa, dançarina, pedagoga de dança e diretora de ballet alemã.

Conhecida principalmente por contar histórias enquanto dança, as suas coreografias eram baseadas nas experiências de vida dos bailarinos e feitas conjuntamente. Várias delas são relacionadas a cidades de todo o mundo, já que a coreógrafa retirava de suas turnês idéias para seu trabalho.

Entre os seus temas recorrentes estavam as interações entre masculino e feminino - uma inspiração para Pedro Almodóvar, em cujo filme, Fala com ela, Pina aparece numa bela sequência de dança.

Foi directora da Tanztheater Wuppertal Pina Bausch, localizada em Wuppertal. A companhia tem um grande repertório de peças originais e viaja regularmente por vários países.

Reconhecimento
Em 2007, Pina Bausch foi agraciada com o Prêmio Kyoto[1] e, em 2008, com o Prémio Goethe. Em 2008, o cineasta Wim Wenders estava preparando documentário sobre ela.

Produções
"Komm tanz mit mir" ("Vem, Dança Comigo", 1977)
"Keuschheitlegende" ("Lenda de Castidade", 1979)
"Viktor" (1986), ou "Café Muller".
"Rough Cut" (dedicada à Coréia do Sul)[3]
"Água" (2001, é fruto da passagem da coreógrafa pelo Brasil)

Cronologia1940 – Nasceu em Solingen, Alemanha. Seus pais, August e Anita Bausch, tinham um hotel-restaurante em Solingen.
1955 – Com 15 anos inicia estudos de dança na Folkwang School em Essen, com o diretor e coreógrafo Kurt Jooss.
1958 – Forma-se em Dança e Pedagogia da dança em Folkwang.
1959 – 62 – Vai para Nova Iorque dançar na Juilliard School e na Metropolitan Opera House.
1962 – Volta para Alemanha, dançar no recém-fundado ballet da Folkwang, de Kurt Jooss.
1973 – Baush tem 33 anos e é contratada para dirigir o Wuppertaler Tanztheater, mais tarde mudado para Tanztheater Wuppertal Pina Bausch.
1976 – Rompe com formas tradicionais da dança-teatro, utilizando-se de acções paralelas, contraposições estéticas, repetições propositais e uma linguagem corporal incomum para a época.
2009 - Falecimento. Morreu cinco dias após ter-lhe sido diagnosticado um cancro.

in www.wikipedia.pt

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Aos 68 anos, "morte rápida e inesperada" - Morreu a coreógrafa Pina Bausch


Morreu a coreógrafa Pina Bausch
Há pouco mais de uma semana, Pina Bausch ainda subiu ao palco do Teatro de Wuppertal, cuja companhia de dança dirigia desde 1973. Há cinco dias tinha sabido que sofria de cancro. Morreu hoje, aos 68 anos. Poucas obras terão alargado tanto os horizontes da dança.

Filha do proprietário de um restaurante e hospedaria na pequena cidade alemã de Solingen, onde nasceu em 1940, Philippine Bausch, que o mundo conhece como Pina Bausch, começou a ter aulas de ballet ainda em criança.
Mas não é certo que, para o que veio a ser o seu percurso artístico, esses anos em que aprendeu a dançar em pontas tenham sido mais relevantes do que as muitas horas diárias que passava, segundo depois contará, a observar os fregueses da pensão paterna. “O que faço não é uma arte nem uma ciência, é a vida”, disse um dia a bailarina e coreógrafa, quando o seu trabalho já era admirado em todo o mundo e ela própria tinha recebido todos os prémios e distinções possíveis, incluindo a Cruz da Ordem Militar de Sant’Iago de Espada, que o Governo português lhe atribuiu em 1994.

Aos 15 anos, Bausch vai estudar dança na escola Folkwang, em Essen, fundada pelo coreógrafo Kurt Joos, que irá ser o seu grande mentor. Terminado o curso, segue para os Estados Unidos com uma bolsa que lhe permite prosseguir a sua formação na prestigiada Juilliard School of Music, em Nova Iorque, onde terá como professores, entre muitos outros, José Limón e Antony Tudor.

A pedido de Kurt Joos, regressa à Alemanha em 1962 para dançar como solista no grupo de dança da Folkwang que o coreógrafo acabara de criar. Nos anos seguintes será sobretudo uma bailarina, mas, em 1968, estreia-se como coreógrafa com a peça Fragment, assumindo pouco depois as funções de directora artística e coreógrafa da companhia.

Um momento decisivo da sua carreira chega em 1973, quando é convidada a dirigir a Companhia de Bailado do Teatro de Wuppertal. Foram anos cruciais, mas também difíceis. Pina Bausch chocou o público, a crítica, e até os próprios intérpretes – “muitos abandonaram-na”, lembra o coreógrafo português Paulo Ribeiro –, com peças onde os bailarinos podiam correr pelo palco, falar, gritar, ou repetir até à exaustão o mesmo movimento. Os espectadores deixavam a sala e a crítica vociferava que aquilo não era dança.

Para Paulo Ribeiro, um dos aspectos mais admiráveis da coreógrafa é a sua “determinação”, que a levou a nunca desistir da sua linguagem, mesmo quando esta foi quase unanimemente rejeitada. E essa coragem e integridade acabaram por ser recompensadas. Bausch tornou-se um dos nomes mais respeitados da dança contemporânea, e também uma artista de grande público, que enchia as salas nas muitas cidades do mundo onde apresentou os seus trabalhos.

Uma santa com patins

Pina Bausch fazia muitas digressões, mas nunca abandonou Wuppertal, uma pequena cidade não muito cativante na região mais industrializada da Alemanha. Essa sua vida rotineira, a par da extrema timidez que a caracterizava, leva Paulo Ribeiro a pensar em Fernando Pessoa. Mas, ao contrário do poeta, Bausch ainda viveu o suficiente para ver reconhecida a qualidade do seu trabalho.

Nos coreógrafos da geração de Pina Bausch, Ribeiro não vê ninguém que tenha operado uma ruptura tão forte. No entanto, se os estranhos e incómodos trabalhos de Bausch chocaram um mundo que, nos anos 70, vivia uma época de razoável optimismo, já a sua obra mais recente – produzida num tempo francamente depressivo – mostra uma coreógrafa mais suavizada, autora de peças de grande beleza e dimensão lírica. “E até mais convencionais”, sugere Paulo Ribeiro, notando que Bausch “trabalhou sempre em contraciclo”. Sabia mostrar a violência e o conflito com o mesmo rigor e intensidade com que dava a ver um gesto terno e subtil. Era sempre absoluta, mesmo quando não parecia.

Em Portugal, apresentou-se pela primeira vez em 1989, nos Encontros Acarte, com "Auf dem Gebirge hat man ein Geschrei gehört" (Ouviu-se um grito vindo dos montes). Regressou em 1994, quando Lisboa foi Capital da Cultura, com "Café Müller", "A Sagração da Primavera", "Kontakthof", "1980" e "Viktor".

Em 1998, na Expo, Mega Ferreira convidou-a a realizar uma residência artística, que acabaria por culminar com a criação de uma peça sobre Lisboa, "Masurca Fogo".

Voltou ainda várias vezes a Portugal: em 2003 trouxe "Água", em 2005 apresentou "Nelken" (Cravos) e "Ten Chi", e em 2007 levou ao Teatro Camões a peça "For the Children of Yesterday and Tomorrow". A atenção que a coreógrafa sempre dispensou ao público português foi retribuída em 2008 com a realização de um Festival Pina Bausch, co-organizado pelo Centro Cultural de Belém e pelo Teatro S. Luiz, que deu a ver "Nefés" e permitiu rever – se o verbo pode aplicar-se aos work in progress de Bausch – "Masurca Fogo" e "Café Müller".

Como todas as figuras absolutamente singulares, Pina Bausch resiste às definições. Mas Fellini, que lhe deu um papel em "O Navio", deixou-nos uma bela tentativa: “Uma monja com um gelado, uma santa com patins, um rosto de rainha no exílio, de fundadora de ordem religiosa, de juíza de um tribunal metafísico, que de repente nos pisca o olho...”

in www.publico.pt