quarta-feira, 17 de junho de 2009

Dia de Portugal



O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, celebrado a 10 de Junho, é o dia em que se assinala a morte de Luís Vaz de Camões em 1580, e também um feriado nacional de Portugal.

Durante o regime ditatorial do Estado Novo de 1933 até à Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974, era celebrado como o Dia da Raça: a raça portuguesa ou os portugueses.


Origens

Na sequência dos trabalhos legislativos após a Proclamação da República Portuguesa de 5 de Outubro de 1910, foi publicado um decreto em 12 de Outubro estipulando os feriados nacionais.
Alguns feriados foram eliminados, particularmente os religiosos, de modo a diminuir a influência da igreja católica e laicizar a sociedade.

Neste decreto ficaram consignados os feriados de 1 de Janeiro, Dia da Fraternidade Universal; 31 de Janeiro, que evocava a revolução falhada do Porto, e portanto foi consagrado aos mártires da República; 5 de Outubro, Dia dos heróis da República; 1 de Dezembro, o Dia da Autonomia (Restauração da Independência) e o Dia da Bandeira; e 25 de Dezembro, que passou a ser considerado o Dia da Família, tentando também laicizar a festa religiosa do Natal

O decreto de 12 de Junho dava ainda a possibilidade de os municípios e concelhos escolherem um dia do ano que representasse as suas festas tradicionais e municipais. Lisboa escolheu para feriado municipal o 10 de Junho, em honra de Camões, uma vez que a data é apontada como sendo a da morte do poeta que escreveu Os Lusíadas.

Dia de Camões

Luís de Camões representava o génio da pátria na sua dimensão mais esplendorosa, significado que os republicanos atribuíam ao 10 de Junho, apesar de nos primeiros anos da república ser um feriado exclusivamente municipal.
Com o 10 de Junho, os republicanos de Lisboa tentaram evocar a glória das comemorações camonianas de 1880, uma das primeiras manifestações das massas republicanas em plena monarquia.


Dia da Raça e Dia das Comunidades
O 10 de Junho começou a ser particularmente exaltado com o Estado Novo, o regime instituído em Portugal em 1933 sob a direcção de António de Oliveira Salazar.
Foi a partir desta época que o dia de Camões passou a ser festejado a nível nacional. A generalização dessas comemorações deveu-se bastante à cobertura dos meios de comunicação social.

Durante o Estado Novo, o 10 de Junho continuou sendo o Dia de Camões.
O regime apropriou-se de determinados heróis da república, não no sentido laico que os republicanos pretendiam, mas num sentido nacionalista e de comemoração colectiva histórica e propagandística.

Até ao 25 de Abril de 1974, o 10 de Junho era conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça, este último epíteto criado por Salazar na inauguração do Estádio Nacional do Jamor em 1944 em memória das vítimas da Guerra Colonial Portuguesa.
A partir de 1963, o 10 de Junho tornou-se numa homenagem às Forças Armadas Portuguesas, numa exaltação da guerra e do poder colonial.
Com uma filosofia diferente, a Terceira República converteu-o no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em 1978.

in www.wikipédia.pt

terça-feira, 9 de junho de 2009

Projecto Amália Hoje



Lisboa, 01 Abr (Lusa) - O álbum "Amália Hoje", que transforma em canções pop alguns fados conhecidos de Amália Rodrigues, pretende mostrar o "passado tremendo" de "uma artista pop em todo o seu esplendor", disse hoje o autor do projecto, Nuno Gonçalves.

O disco só sairá no final de Abril, mas foi hoje apresentado na íntegra no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, numa sessão que contou com a participação dos músicos que integram o grupo Hoje, criado propositadamente para este projecto: Nuno Gonçalves e Sónia Tavares, dos The Gift, Fernando Ribeiro, dos Moonspell, e Paulo Praça, dos Plaza.

Na audição integral do álbum, ficou a saber-se que "Amália Hoje" apresenta nove fados, a maioria com música que Alain Oulman compôs para Amália, com letras de poetas portugueses, como "Abandono" (David-Mourão-Ferreira), "Fado Português" (José Régio), "Gaivota" e "Formiga Bossa Nova", ambos de Alexandre O´Neill.

Há ainda "Nome de rua", de Alain Oulman com poema de David Mourão-Ferreira, o tema francês "L´important c´est la rose", de Gilbert Becaud e que Amália cantou em francês, "Grito", que a fadista escreveu com música de Carlos Gonçalves e, a fechar", "Foi Deus", de Alberto Janes.

Musicalmente, não há praticamente nada que ligue estes temas aos fados que ficaram conhecidos na voz de Amália Rodrigues. Não há guitarras portuguesas, os arranjos assemelham-se à sonoridade dos The Gift, com a presença de orquestrações densas, de intensidade em crescendo e de apontamentos electrónicos a marcarem a cadência rítmica.

Destaque para "Formiga Bossa Nova" que Fernando Ribeiro interpretou num registo melódico que o afasta completamente da imagem de vocalista da banda heavy metal Moonspell.

Já "Fado português" e "Foi Deus", interpretados sobretudo por Sónia Tavares, vivem da forte presença de instrumentos de cordas, com a participação da London Session Orchestra.

Nuno Gonçalves, autor dos arranjos e da direcção musical, explicou que a intenção do projecto era mostrar algo "de novo e de diferente", mostrar Amália "com mais cor do que nunca" e que, como artista internacional, existiu para além do fado.

"A nossa missão era sermos fiéis àquilo que achamos serem as nossas influências modernas da estrutura pop rock, cantar em português e de alguma forma não ter medo de desrespeitar a obra e esse é o segredo, ter um pé na tradição e não ter problemas de mudar a cor", explicou Nuno Gonçalves.

"Acho que Portugal nunca entendeu bem o que ela foi e, se este disco, com a modernidade que transmite, puder fazer isso em 2009 e dez anos depois de ter morrido, acho que já é uma missão cumprida", rematou o músico.

Os três vocalistas dos Hoje referiram que aceitaram participar no projecto com a relutância inicial de quem não sabia interpretar os fados e muito menos entrar no universo de Amália Rodrigues, mas o resultado final demonstrou ser "tradicionalmente moderno", disse Paulo Praça.

"Achei sempre que não conseguia, porque o registo da voz da Amália é muito diferente do meu", disse Sónia Tavares, mas à medida que a cantora entrou no ambiente musical do projecto, encontrou o tom "pop" que Nuno Gonçalves pretendia e perdeu "o medo de dar voz à senhora dona Amália".

"Amália Hoje" será editado a 27 de Abril pela La Folie, editora criada pelos The Gift, e pela Valentim de Carvalho Multimédia, e poderá ser transposta para o palco, embora não haja qualquer data marcada.

"Vai ser inevitável, mais cedo ou mais tarde, levarmos os Hoje para o palco e para a estrada. Não sabemos se isso vai acontecer ou não, mas quando as coisas saem bem necessitam de continuar e a continuação des projecto sem dúvida que serão os concertos ao vivo", disse Fernando Ribeiro.

SS.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Comunicado da Plataforma pelo Património Cultural, emitido ontem -Câmara de Lisboa "não pode" aprovar o novo Museu dos Coches, diz plataforma


A Plataforma pelo Património Cultural (PPCult) defendeu ontem, em comunicado, que a Câmara Municipal de Lisboa "não pode aprovar o novo Museu dos Coches" - um projecto que, lembra o PPCult, o presidente da autarquia, António Costa, já classificou como "desnecessário".

Num texto muito crítico, a plataforma lamenta que a CML se prepare "para quebrar da pior forma o seu silêncio comprometido, fazendo aprovar [a votação está agendada para terça-feira] uma resolução do vereador Manuel Salgado, na qual se propõe 'a homologação de parecer favorável condicionado ao projecto do novo Museu dos Coches".

Este parecer favorável surge depois de o arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha ter alterado o projecto, retirando o silo automóvel que estava planeado para a frente ribeirinha e que foi vetado pela CML.

O PPCult, cujo secretariado permanente é assegurado por Luís Raposo, director do Museu Nacional de Arqueologia, acusa também a CML de ter "permitido ao Estado o que a nenhum particular autorizaria", ou seja, "iniciar demolições e obras sem projectos aprovados" - numa referência às demolições já iniciadas nas antigas Oficinas Gerais de Material do Exército, na Avenida da Índia, onde será construído o novo Museu dos Coches.

O que a plataforma defende é que, antes de tomar uma decisão, a câmara participe no debate público sobre esta questão. "Pode até acontecer que se conclua [...] que o projecto [...] é aceitável, devendo apenas ser reprogramado nos seus conteúdos, por forma a respeitar não somente as prioridades de uma política cultural e museológica nacional, como as carências de oferta que se fazem sentir em Belém". O que está em causa, segundo o PPCult, "é a coerência nas políticas culturais e a sua relação com a construção da cidade".

in www.publico.pt

domingo, 7 de junho de 2009

Tarte de Maçã


Ingredientes
Ovos: 2
Farinha: 10 colheres
Açúcar: 10 colheres
Leite: 6 colheres
Óleo: 5 colheres
Sal: 1 pitada
Maçãs: q.b.
Canela: q.b.


Preparação
Juntam-se todos os ingredientes, menos a maçã e a canela, num recipiente e bate-se muito bem.
Deita-se numa tarteira untada com manteiga e polvilhada de farinha.
Corta-se as maçãs às fatias muito fininhas e vão-se colocando na tarteira.
Começa-se a colocar as maçãs junto ao bordo da tarteira e vão-se colocando sempre em círculo até a massa estar toda coberta (atenção: as maçãs colocam-se de pé e não deitadas).
Coloca-se um pouco de canela em cima e vai ao forno, pré-aquecido a 180ºC, 20 minutos.

Sugestões
Comer com geleia por cima

sábado, 6 de junho de 2009

Objectos e peças encontrados


As autoridades brasileiras anunciaram este sábado a descoberta de corpos de ocupantes do Airbus da Air France que desapareceu na madrugada de segunda-feira. Segundo a Aeronáutica brasileira, foram ainda resgatados objectos e peças do avião da Air France.

Após cinco dias de buscas sem sucesso, o Comando da Aeronáutica informou os primeiros resultados concretos do Airbus A330, que caiu no oceano Atlântico na noite do último domingo. 'Às 8h14 deste sábado (12h14 hora de Lisboa), tivemos a confirmação do resgate de peças e corpos que pertenciam ao voo da Air France', afirmou o Coronel Jorge Amaral, vice-chefe do Centro de comunicação da Aeronáutica.

A visualização foi feita graças ao bom tempo a 69,5 km do ponto onde houve a última comunicação co o Airbus A330 (a cerca de 900km de Fernando de Noronha). 'Os avistamentos foram feitos durante a semana, mas não poderíamos falar antes da confirmação, o que aconteceu hoje ', afirmou o militar.

De acordo com o site da Globo foram encontrados dois corpos de homens, além de uma mala de couro com um bilhete da Air France e uma mochila com um computador portátil. Foi ainda encontrada um banco azul com número de série 237011038331-0, que a aeronáutica brasileira vai confirmar junto da Air France se corresponde à aeronave.

Entretanto, na base da aeronáutica de Fernando de Noronha já foi preparada uma estrutura para receber os corpos, sendo que a análise e os testes de compatibilidade com as amostras de ADN recolhidas hoje junto dos familiares das vítimas será feita no Instituto de Medicina Legal do Reciife.

AIRBUS EMITIU 24 SINAIS DE ANOMALIA

O Airbus A-330 emitiu 24 sinais de anomalia nos sistemas durante os quatro minutos, antes de sair da zona de localização do radar do Rio de Janeiro. Investigadores franceses revelam ainda que no dia do acidente as condições meteorológicas não eram “particularmente excepcionais” que levem a crer que essa terá sido essa a causa do incidente.

As autoridades brasileiras reconheceram entretanto que se perdeu a provável localização dos destroços do avião, depois de ontem ter sido revelado que afinal os objectos encontrados pelos navios da marinha mercante não eram do aparelho da Air France.


SENSORES DE VELOCIDADE TROCADOS

A Air France enviou ontem uma informação aos seus pilotos, dizendo que a companhia está a trocar os instrumentos que ajudam a medir a velocidade de voo em todos os aviões da Airbus.

Entretanto foi ontem confirmado pelas autoridades francesas que o avião seguia a uma velocidade incorrecta (menos velocidade que aquela que os velocímetros indicavam). Um dos alertas emitidos pelo aparelho indicava ainda que o piloto-automático não estava a funcionar.

in www.correiomanha.pt

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Família von Trapp





Von Trapp é o nome da família de cantores austríacos, cuja história contada em livro pela matriarca Maria von Trapp, inspirou o filme A Noviça Rebelde / Música no Coração , que os tornou muito populares em todo o mundo.

Maria e o Comandante Naval Georg Von Trapp casaram-se em 1927, depois dela ser convidada pelo capitão para deixar o convento onde estudava teologia e era uma noviça, para ser a governanta de um dos seus sete filhos, do casamento anterior e do qual havia ficado viúvo.
Em 1935, Georg perde a sua fortuna com a falência do banco austríaco onde estava depositada e a família, para sobreviver, começa a cantar profissionalmente.

Depois de se apresentarem num festival de música, o sucesso fez com que começassem a cantar em turnês pelo país.
Em seguida à anexação da Áustria pela Alemanha nazi em 1938, o anti-naz George fugiu com a família pelos Alpes para a Itália e de lá para os Estados Unidos, enquanto a mansão onde moravam em Salsburgo tornava-se o quartel-general da SS de Heinrich Himmler.

Chamando a si mesmos "Cantores da Família Trapp", agora com dez crianças em vez de sete, três deles filhos de Maria e Georg, os von Trapp passaram a guerra apresentando-se em concertos por todos os EUA e depois pelo mundo.


Após a guerra, fundaram a Trapp Family Austrian Relief, Inc., uma entidade criada para enviar toneladas de roupas e comida ao povo austríaco afundado na pobreza e na fome do pós-guerra.

Georg von Trapp morreu de cancro em 1947 e alguns anos depois a família separou-se e Maria e dois de seus filhos foram missionários no Pacífico Sul.
Ela voltou aos Estados Unidos depois de algum tempo e morreu em 1987 em Vermont, onde se haviam instalado desde a fuga da Europa, aos 82 anos.

O livro escrito por Maria nos anos 50, The Sound of Music, tornou-se um grande best-seller e foi transformado num grande sucesso musical nos palcos na Broadway. Dali foi levado ao cinema e, com a actriz Julie Andrews que fez o seu papel, foi um dos maiores sucessos cinematográficos de todos os tempos, facturando quase 1 bilhão de dólares em moeda actual apenas nos EUA.
Entretanto, como Maria havia vendido os direitos de filmagem por apenas U$10.000, a família von Trapp não pode beneficiar do enorme sucesso comercial do filme.

in www.wikipedia.pt